quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Salmo ao Senhor

Grande é o Senhor e não há limites para a sua bondade para conosco; Sua misericórdia não tem fim;
Se nossos corações se ensoberbecem, Ele nos abate, nos confunde e tira o chão de sob nossos pés. 
Não há forças em nossos braços, nem há controle em nossas mãos.
Como somos frágeis. Partimos como gravetos secos e ocos.
Mas o Senhor, o Criador, Deus único e verdadeiro, vê o arrependimento do coração quebrado, junta os cacos e o faz novamente bater.
A glória e o louvor pertencem ao eterno; que é que somos, senão criaturas suas?
Não só lhe devemos gratidão, como também Ele é digno de todo louvor.
Venham. Juntos louvaremos e pronunciaremos o quão Grande é o Rei da Glória.
Exaltação, alegria, música e palavras verdadeiras e sinceras digamos ao Senhor.
Ele é digno! Sim, Ele é digno  e só um tolo ou orgulhoso (que não se diferem) não reconhecem a Sua glória.
Grande é o Senhor, o que faz do mal um bem e, no bem, nos dá Sua paz. 
Grande é o Senhor!


Meditação em Gn 11.4 e 7.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Promessa.

Alguns amigos estavam reunidos na casa de um deles que, há pouco tempo, perdera a esposa. Tentavam animá-lo conversando, cantando e falando muitas bobagens entre si. Coisa de amigos, sabe?!
O viúvo conversava pouco, dava pequenos sorrisos com o canto da boca e passava a maior parte do tempo descascando tangerinas e limpando seus gomos, oferecendo aos amigos. Ao passar das horas, a conversa não perdeu o ritmo e todos permaneciam animados.
Por fim, uma das amigas, vendo que o viúvo continuava introspectivo, perguntou se ele estava bem.
Ele respondeu que sim com uma voz fraca e tendo em seu rosto uma expressão melancólica. Aos poucos todos os outros se voltaram pra ele, compadecidos, diminuindo as conversas até total silêncio. Todos estavam olhando pra ele.
Olhando-os de volta, ele sorri e pergunta se eles o amam. De modo uníssono e audível respondem afirmativamente.
Ele pede que todos se coloquem de pé. Obedecem calmamente.
Então ele diz: eu quero um abraço em grupo. Mas tem que ser um que seja tão forte que eu sinta esse amor de vocês.
Todos sorriem e começam a se juntar pra o abraço. O viúvo os interrompe e completa dizendo: quero que prometam que não importa o que aconteça, não vão soltar esse abraço até que, ao contar, eu chegue no número 50. Todos concordam, apesar de acharem estranho. O viúvo enfatiza: lembrem-se que é uma promessa. Os amigos balançam a cabeça afirmativamente.
Finalmente todos se abraçam. O viúvo começa a contar e quando chega no número 20, solta um estrondoso PUM, mas continua contando. Os amigos dão uma risadinha. Acharam engraçado. O viúvo chega no 25 e então um cheiro horrível de coisa podre toma conta do lugar.
Desesperados, rindo, chorando, xingando, todos se afastam antes do 30. Brincavam falando do mal cheiro.
O viúvo permaneceu quieto e muito sério. Tentam brincar com ele dizendo que aquilo foi sacanagem, mas ele não ri.
Finalmente perguntam o que foi que houve; por que estava tão sério e ele responde: Vocês prometeram. Prometeram e não cumpriram.
Todos riem reafirmando que foi sacanagem dele.
Disseram que é impossível cumprir a promessa porque o mau cheiro era demais.
Então o viúvo disse: É assim que todos nós somos. Em momentos felizes, fazemos muitas promessas sem pensarmos de verdade nas consequências delas. Aí quando a "coisa fede", todos se afastam e dizem que não podem cumprir até o final. Por que? Porque vivemos de promessas vazias, sem real compromisso e irracional. Nos esquecemos que por mais que um "PUM" seja fedido e aparentemente insuportável, o mau cheiro passa, como esse que soltei e vocês nem sentem mais.
Então a partir de agora façam um favor a si mesmos e não prometam sem pensar, nem se não podem cumprir. Mas se prometerem, resistam, insistam, porque a vida é divertida, mas muitas vezes tem um cheiro insuportável.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Última Chance



Hoje, não dei bom dia ao motorista do ônibus
Que me leva para o trabalho
Aliás, nem fui trabalhar
Não andei na rua no finzinho de tarde
Pra ir a padaria comprar pão
Crianças não brincaram ao meu redor
Não disseram pra mim: "tio, chuta a bola aí pra gente"
Não assisti um filme na tv
Não ouvi a nova música da minha banda preferida

Hoje, não abracei os meus amigos
Não ri com eles
Também nem pedi perdão aos meus inimigos
Não discuti com meu vizinho chato
Nem fiquei até às "tantas"
Ouvindo as velhas história do Seu Zé
Não tomei café com ele
Nem ouvi a Dona Maria brigar com ele
Mandando-o colocar um casaco por causa do frio

Hoje pela manhã
Não houve luz do sol na janela do meu quarto
Meus pés não tocaram o chão gelado
Nem ouvi os passarinhos cantarem
Não espreguicei o meu corpo
Não fiz uma oração à Deus
Agradecendo por mais um dia
Nunca o tinha feito mesmo ...
Não senti o ar entrar em meus pulmões




Hoje eu não acordei




Porque ontem 



... foi minha última chance